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Jantar do “Dia da mãe” no restaurante. Ficou o meu pai e o meu irmão em primeiro plano. A “mãe” não ficou neste mas qualquer dia coloco aqui.
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O dia começou bem cedo com o cantar desarrumado dos pardais que com alguma facilidade me conseguiram acordar.
Quando cheguei ao “Café Sem Fim” conheci em primeiro, dos que tenho perseguido pela internet, o José Louro. Um sorriso na cara, uma caneta de tinta permanente e o seu caderno. Foi assim que o esbocei num par de segundos. Ouvinte, conversador e atento. Falei-lhe do meu projecto ao que achou interessante e deu-me confiança para continuar. Depois de algumas trocas de palavras, aparece o segundo do elenco, o João Catarino. Ar descontraído, caderno fora de formato, um saco recheado de pincéis e uma natural felicidade que contagiava qualquer pessoa. Desta vez já não foi preciso apresentar-me, o José, no seu jeito empolgado disse: “Este é que é o Simonetti!” e o João ainda meio perdido na surpresa da frase disse: “julgávamos que eras uma mulher…”, pelo menos e por algum motivo já conheciam o nome, pensei eu, mas continuou “é que há uma mulher com o nome Simonetta que também está no Urban Sketcher e julgávamos que eras tu”. A internet tem destas coisas, mostramos o que nos apetece e parece perceptível, mas as mensagens são sempre interpretadas por cada um à sua maneira, tal como se fosse uma galeria de arte, mas de fácil acesso.
Entre a troca inevitável de elogios, expliquei que estava ali com uma missão. E se antes o José já me tinha dado apoio, o João ainda foi mais esclarecedor: “este homem é o futuro disto pá!”. E ali estava eu. O Louro à minha direita confirmando com a cabeça o que o Catarino, à minha esquerda, ia dizendo com os seus gestos. Tudo aquilo me preenchia e justificava a minha viagem. A meio chega o Eduardo Salavisa de quem tanto se fala ultimamente. Desta vez foi o João Catarino que me apresentou. Falámos mais um pouco das minhas ideias e do livro do Eduardo, “Diários de Viagem”.
A hora do início do encontro estava atrasada e juntaram-se os restantes membros do elenco, o Pedro Fernandes e o Pedro Cabral, julgava eu que eram os últimos, mas mais tarde vim a conhecer a Mónica Cid e a sua engraçada timidez.
A conferência começou. No fim foi lançado o desafio de irmos todos desenhar para a vila de Monsaraz. E assim foi.
- Plateia na conferência
- Na subida para a vila
- Pedro Fernandes a observar o João Catarino e no chão um amigo espanhol
Por volta das 17h30 regressámos todos ao café “Sem Fim”. Espalharam-se sketchbook’s pela mesa e vimos como cada um soube saborear a tarde na vila que estava repleta de turistas e o sol nos acompanhou calorosamente.
Ao fim da tarde e de regresso a casa com o sketchbook mais completo fica a vontade de estar com esta gente, conhecê-los melhor e até quem sabe, viajar com eles. Passamos tempos tão sozinhos a desenhar que quando encontramos alguém que está algures com um bloco e uma caneta na mão dá-nos vontade de conhecer tudo… imaginem como me sinto depois de conhecê-los.
Obrigado a todos pela simpatia que, sem excepção, vos caracteriza.
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E assim fui.
Sexta-feira já riscava em Monsaraz. O azul (céu) e branco (casas) preenchia-me a cada passo que dava pelo chão irregular das ruas. Tudo, mas tudo mesmo me inspirava para começar para ali a rabiscar. Procurei por aqueles que a net me fez o favor de dar a conhecer e que sabia que iriam estar no encontro, mas não tive sorte.
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Reconhecer os espaços por onde passo inúmeras vezes sem nunca ter olhado realmente bem é como se fossem descobertas. Este é um deles.
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As palavras, aulas e sexta-feira, por si só não soam nada bem. Pior fica quando são até à meia noite. Mas descobre-se muita coisa.
Aqui fica um registo da aula de Ergonomia. Para que conste que não era o único naquele momento que libertava uns traços na monocromática voz que não se calou durante duas horas… irra!
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Chama-se Gerard Michel, é Belga e faz estas coisas. É assustador.
Quando for grande quero conseguir fazer disto.
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Faltavam à vontade uns 25 minutos para entrar à hora certa. Sai de carro e ao meu lado ia o sketchbook que me dizia a cada instante para desenhar. Fiz-lhe a vontade.
Escusado será dizer que quando cheguei ao emprego já passavam 5 minutos da hora certa.
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- Avó Etelvina da Glória
- Aldeia – Escurquela
Escurquela, como tantas outras aldeias semeadas pelo norte de Portugal, são sem dúvida os melhores locais para passarmos uma manhã a desenhar sem dar pelo tempo passar. Quando se está com “aquela gente” sente-se de facto o que é humildade e simplicidade natural de pessoas que nos abrem as portas para oferecerem o que de melhor a terra lhes dá. Por isto e por outras tantas, Escurquela, estará sempre muito próxima do meu peito.
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Ainda de volta pelas férias da Páscoa aparece o Porto.
Uma cidade cinzenta e onde o espaço para se construir casas parece que há muito que deixou de existir. Muita gente a tentar arrumar um carro em troca de uns meros cêntimos perdidos das mãos dos turistas que por ali passeiam. Casa da Música, Fundação de Serralves, Foz, Gaia, jardim da Cidade, Palácio de Cristal… não conhecia e gostei. Talvez volte lá daqui a uns tempos.





























