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Não anda fácil arranjar tempo para desenhar nestes últimos dias. Os trabalhos do mestrado têm-me dado conta das poucas horas livres. Deixo-vos um desenho feito na tasca na 6ª feira passada com os meus companheiros de faculdade. O prego estava cinco estrelas!
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Então este fim-de-semana fui até à OFFF 2009 que se realizou na Fundição de Oeiras. Para os mais distraídos, a OFFF é o maior festival internacional de design em Portugal e quando digo o maior, é mesmo o MAIOR. Porém, este ano, tirando um outro artista que já conhecia os trabalhos e naturalmente senti-me mais próximo, não achei nada de imperdível. Ainda assim, estiveram carradas de designers a assistir, o que me leva a pensar que o mercado está cada vez mais preenchido. No último desenho dá para ver como estava à pinha, neste caso para ver a Paula Scher com quem troquei umas palavras e assinou-me o sketchbook, agora sim, já tem outro valor.
Cada vez gosto mais de ir à praia e fazer uns sketchs. É bom para fazer modelo e como está tudo descontraído, nem reparam que estamos a olhar. Experimentem e vão ver.
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Sol, praia, esplanada.
Alguém me diz como se consegue fazer só isto na vida sem ter que ir trabalhar?
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Jantar do “Dia da mãe” no restaurante. Ficou o meu pai e o meu irmão em primeiro plano. A “mãe” não ficou neste mas qualquer dia coloco aqui.
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O dia começou bem cedo com o cantar desarrumado dos pardais que com alguma facilidade me conseguiram acordar.
Quando cheguei ao “Café Sem Fim” conheci em primeiro, dos que tenho perseguido pela internet, o José Louro. Um sorriso na cara, uma caneta de tinta permanente e o seu caderno. Foi assim que o esbocei num par de segundos. Ouvinte, conversador e atento. Falei-lhe do meu projecto ao que achou interessante e deu-me confiança para continuar. Depois de algumas trocas de palavras, aparece o segundo do elenco, o João Catarino. Ar descontraído, caderno fora de formato, um saco recheado de pincéis e uma natural felicidade que contagiava qualquer pessoa. Desta vez já não foi preciso apresentar-me, o José, no seu jeito empolgado disse: “Este é que é o Simonetti!” e o João ainda meio perdido na surpresa da frase disse: “julgávamos que eras uma mulher…”, pelo menos e por algum motivo já conheciam o nome, pensei eu, mas continuou “é que há uma mulher com o nome Simonetta que também está no Urban Sketcher e julgávamos que eras tu”. A internet tem destas coisas, mostramos o que nos apetece e parece perceptível, mas as mensagens são sempre interpretadas por cada um à sua maneira, tal como se fosse uma galeria de arte, mas de fácil acesso.
Entre a troca inevitável de elogios, expliquei que estava ali com uma missão. E se antes o José já me tinha dado apoio, o João ainda foi mais esclarecedor: “este homem é o futuro disto pá!”. E ali estava eu. O Louro à minha direita confirmando com a cabeça o que o Catarino, à minha esquerda, ia dizendo com os seus gestos. Tudo aquilo me preenchia e justificava a minha viagem. A meio chega o Eduardo Salavisa de quem tanto se fala ultimamente. Desta vez foi o João Catarino que me apresentou. Falámos mais um pouco das minhas ideias e do livro do Eduardo, “Diários de Viagem”.
A hora do início do encontro estava atrasada e juntaram-se os restantes membros do elenco, o Pedro Fernandes e o Pedro Cabral, julgava eu que eram os últimos, mas mais tarde vim a conhecer a Mónica Cid e a sua engraçada timidez.
A conferência começou. No fim foi lançado o desafio de irmos todos desenhar para a vila de Monsaraz. E assim foi.
- Plateia na conferência
- Na subida para a vila
- Pedro Fernandes a observar o João Catarino e no chão um amigo espanhol
Por volta das 17h30 regressámos todos ao café “Sem Fim”. Espalharam-se sketchbook’s pela mesa e vimos como cada um soube saborear a tarde na vila que estava repleta de turistas e o sol nos acompanhou calorosamente.
Ao fim da tarde e de regresso a casa com o sketchbook mais completo fica a vontade de estar com esta gente, conhecê-los melhor e até quem sabe, viajar com eles. Passamos tempos tão sozinhos a desenhar que quando encontramos alguém que está algures com um bloco e uma caneta na mão dá-nos vontade de conhecer tudo… imaginem como me sinto depois de conhecê-los.
Obrigado a todos pela simpatia que, sem excepção, vos caracteriza.
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E assim fui.
Sexta-feira já riscava em Monsaraz. O azul (céu) e branco (casas) preenchia-me a cada passo que dava pelo chão irregular das ruas. Tudo, mas tudo mesmo me inspirava para começar para ali a rabiscar. Procurei por aqueles que a net me fez o favor de dar a conhecer e que sabia que iriam estar no encontro, mas não tive sorte.




















